2026: Sem Barreiras no Cuidado da Pele
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No webinar “Impulsione 2026”, realizado em parceira com a ABC, destaquei que sustentabilidade não é mais uma tendência, mas sim um requisito no desenvolvimento de novos produtos.
A biotecnologia se destaca neste cenário, especialmente unida à tendência "Corpo em Evolução", que demonstra o crescente cuidado disciplinado das pessoas com seus corpos.
Apesar de não dominar ingredientes, interessei-me por inovações em ativos cosméticos devido à menopausa e ao melanoma que tratei com sucesso. Abaixo estão os mais comentados; alguns já lançados em mercados trend-setters (França, Alemanha, Japão, Coréia do Sul), e devem chegar ao Brasil em breve.
O debate atual sobre longevidade da pele foca em manter sua qualidade ao longo do tempo, valorizando produtos age-friendly em vez do conceito anti-idade. Estes ativos reforçam essa ideia.
Exossomos: mensageiros da biotecnologia
Vesículas extracelulares, como exossomos vegetais ou biotecnológicos, funcionam como mensageiros entre células e são destaque na cosmetologia regenerativa. Estudadas por estimular colágeno, elastina e reparar tecidos, aparecem em séruns de luxo e fórmulas pós-procedimentos, sendo consideradas ativos de rejuvenescimento de última geração.
Thiamidol: a nova geração do clareamento seguro
O Thiamidol é um inibidor específico da tirosinase humana, desenvolvido para clarear a pele com segurança, inclusive no uso prolongado. Estudos mostram que reduz hiperpigmentação, como melasma e manchas pós-inflamatórias, com a promessa de resultados visíveis em semanas. O ativo está presente em dermocosméticos adaptados ao contexto brasileiro, como séruns e cremes associados à fotoproteção, destacando transparência em estudos e padronização de concentração.
PDRN: esperma de salmão no reparo profundo
PDRN (polydeoxyribonucleotide) é um polímero de DNA usado em medicina regenerativa e cicatrização, agora disponível em versões veganas por biotecnologia. Segundo a WGSN, será o “queridinho” de 2026 e está presente em diversos lançamentos na Coreia do Sul. Atua sinalizando fibroblastos para estimular colágeno, remodelar a matriz extracelular e reduzir inflamações.
Para o mercado brasileiro, representa uma ponte interessante entre estética médica e dermocosméticos, com seu uso voltado para cuidados na área dos olhos, reparo de cicatrizes e estímulo à produção de colágeno.
Retinol encapsulado: a volta de quem nunca saiu
O avanço em sistemas de encapsulamento está reposicionando o retinol como ativo-chave para 2026, com maior estabilidade, liberação controlada e menos irritação cutânea - um ponto crítico para peles sensíveis, fototipos altos e uso contínuo.
Essas tecnologias permitem trabalhar o retinol dentro da agenda de “skin longevity”, mudando o discurso de “choque” para o de construção de resultados graduais e sustentáveis.
Vale ressaltar o crescimento dos produtos com retinol, no Brasil, com previsão de chegar a US$ 60 milhões em 2030.
Peptídeos biomiméticos na busca por multifuncionalidade
Em paralelo, cresce o uso de peptídeos biomiméticos que imitam fragmentos de colágeno, elastina ou sinais naturais da pele. Eles se encaixam na busca por ingredientes multifuncionais, com benefício mensurável e boa tolerabilidade, e tendem a aparecer combinados a exossomos, PDRN ou ativos anti-inflamatórios em formulações desenhadas para longevidade cutânea.
Para nosso mercado, o desafio (e a oportunidade) está em traduzir essa biotecnologia em formulações seguras, estáveis e acessíveis, alinhadas à diversidade de peles brasileiras e à demanda crescente por ciência aplicada ao dia a dia.

Mônica Pucci Simão (Colunista da Newsletter da ABC)
Expert em tendências de mercado. Fundadora e CEO da Syncronia Consultoria, consultoria de tendências de marketing estratégico.
ABC - Associação Brasileira de Cosmetologia

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